Os 10 mandamentos para ter um e-commerce de sucesso

A previsão é de que mais de 60 milhões de consumidores farão compras pela internet neste ano, impulsionando o setor, conforme divulgado pela certificação Ebit. Este cenário não podia ser diferente, pois o e-commerce se destaca na economia brasileira.

Pensando nos donos de micro e pequenos negócios que buscam se qualificar para atuar nesse segmento, a King Contabilidade apresenta 10 passos importantes para o sucesso do e-commerce.

1. Escolher o modelo de negócio: Loja virtual própria ou Marketplace? Qual a diferença?
A loja virtual própria é exclusiva da sua marca. Já o Marketplace, funciona como um shopping virtual, onde várias lojas vendem produtos no mesmo lugar. Vejamos:

a- Loja virtual própria: O empresário deverá levar em consideração alguns pontos: plataforma para desenvolvimento do site, formas de pagamentos e antifraude, segurança, suporte, BackOffice, frete e marketing. A infraestrutura será de total responsabilidade do empresário. Lembrando que na Loja virtual própria o custo com o Marketing digital, deve ser muito bem trabalhado para ganhar visibilidade.

b- O Marketplace: Trata-se de um portal de e-commerce colaborativo, um shopping virtual, ou seja, uma loja virtual com vários vendedores, porém é necessário escolher um canal de Marketplace. Contudo os riscos são bem menores porque não existe tanto investimento inicial e as taxas são cobradas sobre as vendas.
A vantagem é que você pode contar com plataformas que permitem a integração entre sua loja virtual ou física com o Marketplace, ou seja, o compartilhamento de dados otimiza todo o seu trabalho e amplia consideravelmente suas oportunidades de vendas, gerando um enorme tráfego de visitantes. Para quem ainda não é conhecido, é uma excelente maneira de manter as vendas ativas até ganhar visibilidade.2. Faça a Gestão de estoque, com a adoção de uma plataforma que permita controle de materiais e produtos de forma automatizada, para não correr o risco de vender mais do que pode atender.

3. Interaja com o cliente através de múltiplos canais, como “chatbot, call center, e-mail, redes sociais, whatsapp”, entre outros. O importante é que o usuário tenha a sua solicitação atendida da melhor forma e no menor tempo possível.

4. Controle o fluxo de caixa: Muita atenção no controle de faturamento diário, contas a pagar e receber, lançamentos futuros e investimentos são informações essenciais. Devido à variedade das formas de pagamento, é imprescindível integrar os dados.

5. Se utilize de estratégias para atrair clientes: os gestores do e-commerce devem gastar boa parte do tempo pensando nas melhores formas de fazer publicidade. Por isso, é indicado adotar estratégias de marketing digital, como criar uma página sobre o negócio nas redes sociais e iniciar uma tática de links patrocinados.
6. Invista em fotos de alta qualidade, que valorizem todos os atributos do produto, para que o cliente tenha a sensação de que conhece aquilo de perto. Além do aspecto visual, é necessário criar descrições detalhadas, com informações técnicas, formas de uso, o que está incluso na compra, etc.

7. Invista em logística: cumprir o prazo de entrega é importantíssimo! Mantenha sempre um controle do seu estoque e uma logística de ponta.

8. Cuidado com fraudes! Nos estabelecimentos físicos e virtuais, a ocorrência de golpes são frequentes. No e-commerce próprio você tem que dar conta de contratar os melhores serviços de segurança para garantir que os dados dos seus consumidores não sejam roubados. Já no Marketplace essa preocupação é da empresa que administra o shopping virtual.

9. Agregue valor à sua marca. O mais importante para que a marca se fixe na cabeça das pessoas é conseguir ter credibilidade. Portanto, fique atento aos prazos de entrega, entregue o produto correto. Resolva equívocos com rapidez e mantenha um bom serviço de atendimento ao consumidor.

10. Norma ABNT NBR ISO 10008 e ao Decreto 7962, é necessário que o empresário fique atento à legislação do setor. A razão social da empresa e o número do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) devem estar em local visível no site, e o cliente também precisa saber onde achar a empresa: coloque os seus endereços físico e eletrônico e outras informações que facilitem a localização e o contato com a loja.

Autora: Elvira Deonila de Carvalho, consultora tributária da King Contabilidade

Abertura de Empresa: Loja física X E-commerce

O atual cenário de emprego em nosso país permanece cheio de incertezas e, a melhora projetada para o mercado de trabalho apresenta um intervalo maior do que o esperado. A opção, então, é buscar outras alternativas, dentre as quais abrir um negócio próprio, que se destaca diante das demais possibilidades.

Produto ou serviço, público, valor, preço e localização física são pontos principais a serem estudados para que o futuro empresário tenha uma visão detalhada de seu mercado/área de atuação. O planejamento estratégico é uma ferramenta imprescindível para o sucesso de qualquer negócio, independente do porte de sua empresa, e principalmente para uma empresa em fase de formação. Conhecer o mercado, o público, as legislações e tributações, bem como o melhor caminho a se seguir, fazem a diferença na atuação da empresa e do empresário brasileiro.

O primeiro passo para abrir um negócio é contratar um contador qualificado para a elaboração e registro do contrato social e, consequentemente, providenciar as inscrições nos órgãos públicos necessários para a emissão das Notas Fiscais pertinentes à atividade. A escolha do regime tributário mais adequado para a nova empresa é um momento que exige cautela e expertise do contador, para que não ocasione fraudes ou lesão ao Fisco e nem onere erroneamente o empresário, inviabilizando, assim, as atividades sociais da nova empresa. Nesse ano, por exemplo, nasceram 131 empresas por dia e faliram 44, e fatores como falta de planejamento e alta carga tributária contribuíram para este cenário.

Outro aspecto que merece atenção na abertura de empresa é a definição do Capital Social. De acordo com os conceitos contábeis vigentes, o Capital Social é a quantia disponibilizada pelos sócios para que a nova empresa inicie suas operações, mantendo-se operacionalmente, sem depender financeiramente dos mesmos. E para determinar esse valor os sócios devem ter como base os custos e despesas que a nova empresa terá em um determinado espaço de tempo, tais como aluguel, folha de pagamento, compras de ativo e estoque, impostos em geral, entre outros.

Mesmo diante das dificuldades econômicas que o país enfrenta, o e-commerce permanece em crescimento, pois a crise não abateu esta modalidade de negócio. Tivemos um crescimento de 12% em relação ao ano anterior e faturamento na ordem de 59,9 bilhões de Reais, segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Portanto, estamos diante de um novo cenário, onde consumidores estão prestando mais atenção a produtos e serviços vendidos e negociados através da Internet.

Vale ressaltar que não há diferenças entre abrir uma empresa física e uma virtual. Esta modalidade de empresa, “e-commerce”, exige o capital inicial de investimento. E também é necessário estabelecer um espaço físico real de funcionamento, isto é, um escritório para as operações administrativas e, muitas vezes necessário, um local para estoque. Portanto, será necessário o alvará de funcionamento dos órgãos competentes (prefeitura de sua cidade e do Corpo de Bombeiros). Além disso, é necessário registrar o empreendimento na Junta Comercial do estado onde o empreendimento está localizado, na Receita Federal para obtenção do CNPJ e na Secretaria de Fazenda de seu estado, para poder emitir Nota Fiscal para o consumidor.

Todo este processo é altamente necessário para que sua empresa atenda às exigências legais, e a King Contabilidade, presente há mais de 50 anos no mercado contábil, poderá auxiliá-lo a escrever uma grande história de sucesso e prosperidade para sua empresa.
*Ricardo Oliveira, Gerente da Área de Legalização da King Contabilidade.

 

 

Simplificação de Tributos, entrevista com Ives Gandra

O jurista Ives Gandra Martins concede entrevista exclusiva para King Contabilidade sobre a Reforma Tributária – Simplificação de Tributos

King –Qual sua avaliação sobre a reforma simplificada dos tributos?

Ives Gandra – No momento, o projeto que está em discussão é o do deputado Luiz Carlos Hauly, ele foi secretário de fazenda do governo de Álvaro Dias. Este projeto propõe simplificar e eliminar nove tributos da base de consumo, substituindo-os pelo IVA – Imposto de Valor Adicionado.

O IVA substitui o ICMS, IPI, ISS, Cofins, salário-educação, além de um imposto seletivo para arrecadação federal sobre energia elétrica, combustíveis líquidos e derivados, comunicação, cigarros, bebidas e veículos. Então, seria a compactação de 7 tributos indiretos que incidem sobre a circulação de bens e serviços, proporcionando a incidência de um Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) em algumas operações de direito econômico. Com isto, facilitaria os controles e a contabilidade, melhorando a vida do contribuinte e dificultando a vida do sonegador.

Considero a proposta muito boa, porém muito difícil de ser aprovada em um fim de governo. “Os governadores dificilmente abrirão mão da sua competência. Dependerá de negociação exaustiva. Para concluir, em termos de Reforma Tributária, ainda estamos na estaca zero”, afirma o jurista.

 

Lucro Real ou Presumido, uma escolha que exige cuidados.

O empresário brasileiro vive em constante luta para driblar o peso dos tributos, portanto a escolha do regime tributário é essencial para a sobrevivência da empresa, além de proporcionar uma carga tributária menos onerosa.

Entre os regimes tributários praticados no Brasil, lucro presumido e lucro real estão entre os mais utilizados. Em parte, isso se deve ao fato de que muitas empresas não se encaixam no Simples Nacional, mas também, pode se tratar de uma escolha estratégica. A Legislação determina quais empresas não podem aderir a um determinado regime tributário. Algumas restrições se aplicam no caso de opção pelo Lucro Presumido e mais restrições se aplicam no caso de opção pelo Simples. Porém, todas podem ser Lucro Real. Acredito que, a restrição mais conhecida pelas pessoas seja a do faturamento: R$ 4,8 milhões anuais para enquadramento no Simples e até R$ 78 milhões anuais para Lucro Presumido.

Uma perfeita análise tributária é essencial na vida de uma empresa. O planejamento tributário, um conjunto de sistemas legais que visam diminuir o pagamento de tributos, é vital para garantir o enquadramento tributário correto da empresa. É importante que este planejamento ocorra anualmente, afinal, a situação individual de uma mesma empresa pode mudar de um ano para o outro.

Busque profissionais com conhecimento para orientar e, principalmente, que esteja atualizado e entenda todos os impactos das escolhas do empreendedor. Ressalto também que o empresário precisa desenvolver mecanismos de controle de suas operações para tomadas de decisão, independente do regime de tributação que escolheu. As exigências com referência às obrigações acessórias das empresas do Lucro Presumido ou do Lucro Real são muito semelhantes.

Abaixo apresento as diferenças entre os regimes:

No Lucro Real, o imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro são determinados a partir do lucro contábil, apurado pela pessoa jurídica, acrescido de ajustes (adições e exclusões). O PIS e COFINS são determinados através do regime não cumulativo, creditando-se valores das aquisições realizadas de acordo com os parâmetros e limites legais.

No Lucro Presumido realiza-se a tributação simplificada do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro (CSLL). Outro detalhe é que as empresas tributadas pelo Lucro Presumido não podem aproveitar os créditos do PIS e da COFINS, por estarem fora do sistema não cumulativo, no entanto, recolhem tais contribuições com alíquotas mais baixas do que aquelas exigidas pelo Lucro Real.

A King Contabilidade, presente há 58 anos no mercado contábil, conta com profissionais qualificados para assessorar as empresas no momento desta importante decisão.

Fonte: Neusa Soares, Gerente Contábil da King Contabilidade