Contribuinte deve ter atenção na hora de incluir pais, avós e bisavós na declaração do Imposto de Renda

Uma das formas de reduzir o imposto ou aumentar a restituição permitidas por lei, é a inclusão de dependentes idosos – pais, avós ou bisavós – na declaração de Imposto de Renda, porém algumas regras devem ser respeitadas.

Conforme a legislação vigente, pode ser incluído como dependente na declaração do Imposto de Renda, pais, avós, bisavós e sogros (na declaração conjunta do casal) que tenham auferido durante o ano de 2019 o limite de isenção anual R$ 22.847,76.

A King Contabilidade apresenta o que é permitido ou não declarar, acompanhe:

É possível declarar pais, avós e bisavós que tenham recebido rendimentos de até R$ 22.847,76 em 2019. Acima deste valor estão excluídos de serem apresentados como dependentes.

  1. No caso destes antecedentes serem considerados totalmente incapazes, mesmo com rendimentos superiores, poderá ser incluído na declaração como dependente.
  2. Gastos com saúde dos dependentes idosos como: médico, dentista, psicólogo, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeutas ocupacionais, despesas hospitalares, exames laboratoriais, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas ou dentárias, poderão ser deduzidas; Lembrando que é necessário a apresentação de todos os recibos que comprovem os gastos acima relacionados.
  3. O dependente idoso que aufere aposentadoria, alugueis, investimentos ou qualquer outro tipo de renda, é obrigatório que apresente estes rendimentos na declaração, reforçando que a soma destes rendimentos não poderá ultrapassar R$ 22.847,76

Mas atenção, o contribuinte está obrigado a informar todos os rendimentos de cada dependente.

Fique ligado e peça orientação para quem entende do assunto.

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Como deve ser declarada a previdência privada PGBL e VGBL na declaração de 2020

As pessoas que durante o ano de 2019 fizeram aportes em previdência privada ou realizaram resgates destes planos  precisam informar estas ocorrências na declaração de Imposto de Renda a ser entregue de 2 de março a 30 de abril de 2020.

Para isso o declarante deve ficar atento às observações abaixo, tendo em vista que as informações a serem prestadas à Receita Federal varia,  pois cada plano tem uma regra diferente.

 

PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre)

Os aportes realizados em previdência privada do tipo PGBL são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda  até o limite de 12% da renda bruta tributável no ano. Mas essa dedução só pode ser efetuada se o declarante optar pela declaração pelo modelo completo.

Vale observar que o rendimento decorrente do PGBL não está isento de importo de renda, pois por ocasião do resgate, o tributo incidirá não apenas sobre os ganhos acumulados, mas também sobre todo o dinheiro aplicado no plano, independentemente de registrar ganhos ou perdas, ou seja, sobre todo o valor resgatado.

A previdência privada  PGBL deve ser informada na ficha “Pagamentos Efetuados” e escolher a opção “36 – Previdência Complementar”.

 

VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre)

O VGBL é enquadrado como seguro e por isso não pode ser deduzido do IR.

Os aportes realizados durante 2019 em previdência privada do tipo VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), diferentemente do PGLB, devem ser informados na ficha “Bens e Direitos”,  opção “97 – VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre”.

 

PGBL/VGBL (Resgates)

A informação dos resgates de planos de previdência privada PGBL e VGBL depende do regime de tributação: progressivo ou regressivo.

Se a opção foi pela tributação progressiva compensável, os resgates sofrem a incidência de IR na fonte feita com base na alíquota única de 15%, de forma antecipada, com posterior ajuste na declaração anual de Imposto de Renda.

No recebimento do rendimento, a incidência de Imposto de Renda é feita de acordo com a Tabela Progressiva vigente à época do recebimento.

No caso de resgates dos Planos tradicionais, a incidência de IR na fonte, feita com base na alíquota única de 15% não se aplica, mas obedece às alíquotas da tabela progressiva vigente.

No caso de tributação regressiva definitiva, a incidência do imposto de renda ocorre de forma definitiva e exclusiva na fonte, no resgate ou no recebimento de renda. É variável, começando com alíquota de 35%, com redução de 5% a cada 2 anos, até atingir 10% para prazos acima de 10 anos.

Por fim, vale salientar que devem ser informados todos os rendimentos tributáveis decorrentes de previdência complementar pelo titular da declaração e pelos dependentes, mesmo que esses rendimentos não tenham sofrido tributação na fonte por estarem dentro do limite anual de isenção de R$ 28.559,70 (o mesmo do ano passado), ou ainda que os dependentes beneficiários dos rendimentos sejam menores de idade.