Reciclagem: uma lição que se leva de casa para o trabalho e vice-versa

Reciclagem: uma lição que se leva de casa para o trabalho e vice-versa

O que parecia estar muito longe de acontecer, hoje é realidade, as mudanças climáticas, a contaminação dos alimentos e a água, nos obrigam a reavaliar nossos hábitos.

Os cientistas vêm dando alertas ao longo dos últimos 30 anos, e o processo está acelerado, a natureza já chegou ao seu limite.

E a pergunta que fica é:

Que planeta estamos deixando para as gerações futuras?

Pode parecer pouco, mas o uso adequado de materiais e a reciclagem de resíduos, é uma lição que se leva de casa para as empresas e vice-versa, é uma questão de consciência e educação.

A King Contabilidade entrevistou Silvano de Jesus Clarimundo, diretor da EVA Way Projetos Ambientais Ltda, empresa especializada na elaboração de projetos de meio ambiente, nas áreas de licenciamento e de gestão de resíduos e passivos ambientais.

KING – Diante da situação climática do mundo, e a natureza pedindo socorro, acredita que as empresas deveriam se envolver mais com a questão da reciclagem junto aos seus colaboradores, assim como as escolas têm feito?

Silvano – Diretamente sim, o mundo corporativo deve se envolver cada vez mais com a questão da reciclagem e não parar por aí, é importante um aprofundamento das empresas na aplicação do Princípio dos 3 R, que foca na Redução, na Recuperação e por fim na Reciclagem. Essas 3 ações associadas, visam a melhor gestão e controle dos resíduos gerados no dia a dia o que se torna mandatório, pois se torna cada vez mais uma questão de olharmos para o futuro e para as próximas gerações. O planeta a cada dia tem seus recursos cada vez mais escassos e a continua geração de resíduos requer grandes investimentos para tratamento. Temos que olhar atentamente para estas ações e incorporá-las no dia a dia das empresas. Já existem muitas que tratam cuidadosamente do assunto, mas precisamos reforçar e a cada dia ampliar o uso e aplicação destes conceitos.

KING – Mesmo com os alertas dos cientistas, muitas pessoas não têm o hábito de reciclar, seja por falta de consciência ou mesmo por falta de um planejamento público de reciclagem, poucas cidades investem. Como as empresas devem investir para esta conscientização?

Silvano – Acredito que o principal fator é o investimento na educação. Investir em treinamentos, palestras, campanhas de divulgação, montagem de programas que envolvam essa cultura e trabalhar de forma muito séria também na divulgação e nos bons exemplos. É começar dentro de casa, com os pequenos hábitos, e trazê-los para o ambiente de trabalho. Usarmos a tecnologia a nosso favor, por exemplo, hoje com o avanço do uso de aparelhos eletrônicos, temos reduzido a impressão de documentos, o que já é um ganho gigantesco na redução de papel e consequentemente um ganho. Além disso a reciclagem, mesmo que ainda na escala muito abaixo do necessário, já vem utilizando os materiais recicláveis e produzindo materiais que retornam para nosso uso diário.

Já existem vários programas que visam tratar seriamente a questão da reciclagem, desde certificações ambientais, tais como a ISO 14000, que há muitos anos encontra-se implantada nas empresas. Hoje há também o conceituo muito difundido de governança ambiental, social e corporativa, do inglês Environmental, Social, and Corporate Governance (ESG), que dentro do item ambiental traz metas de desenvolvimento que buscam o uso sustentável dos recursos disponíveis no planeta. Cabe, como já falado, os investimentos em aplicação, treinamentos, ampliação e contínua atualização das boas práticas e culturas já existentes.

Portanto, a implantação de um amplo programa utilizando o Princípio dos 3 R, para que cada empresa trabalhe com efetividade nas ações de reciclagem e investimento em ações simples, que começam pela boa separação dos resíduos, além de investir em treinamentos e palestras. Para isso, claro que temos que falar da necessidade de os municípios investirem cada vez mais na gestão pública voltada ao tratamento de resíduos, com ações que envolvem a redução, reuso e reciclagem. Esse assunto, inclusive, é amplamente tratado por várias legislações, entre elas, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelecida na Lei Nº 12.305, de 2 de agosto de 2010.

Silvano de Jesus Clarimundo – Geólogo, Engenheiro de Saúde e Segurança do Trabalho e Advogado, focado em projetos envolvendo a gestão de resíduos, Diretor da EVA Way Projetos Ambientais Ltda. Empresa especialista na elaboração de projetos de meio ambiente, nas áreas de licenciamento e de gestão de resíduos e passivos ambientais.

Instagram: @evawaybr

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