Sustentabilidade também tem que ter responsabilidade social

Empresas sustentáveis se preocupam socialmente com seus colaboradores, bem como pela comunidade, com o meio ambiente, com a discriminação e práticas abusivas. A intenção é ter uma imagem no mercado onde sua marca denota transparência, mostrando o quanto é confiável e o quanto se preocupa com questões sociais em que possa fazer a diferença.

Para entender melhor esta questão, entrevistamos Vivian Blaso, Professora, Pesquisadora do IEA USP Cidades Globais, Sócia da Conversa Sustentável, Coidealizadora do Cidades Afetivas e Artista.

King – O que podemos chamar de Responsabilidade Social nas empresas?

 
Vivian – Hoje em tempos de ESG – (Ambiental, Social e Governança) podemos dizer que RSE, abarca a dimensão Social da temática que envolve a Sustentabilidade, mas tudo depende do contexto que a empresa está inserida e como ela atua estrategicamente na perspectiva da sua gestão e práticas que envolvem a Sustentabilidade. No meu livro, Cidades em Tempos Sombrios: barbárie ou civilização, eu utilizo o conceito de sustentabilidade à luz do conceito do que é ser contemporâneo para definir sustentabilidade como um movimento que se atualiza de acordo com as tendências que vão moldando o comportamento da sociedade.
 
King – A Responsabilidade Social está dentro da Sustentabilidade, embora se diga que existem diferenças?
 
Vivian – Sim, está dentro e é a chave de valores que são incorporados nas práticas de Gestão e Governança das marcas e organizações, não existe sustentabilidade sem responsabilidade social, por exemplo, quando falamos de situações de trabalhos em condições análogas à escravidão, uma marca que priorizar o conjunto de diretrizes e legislações aplicáveis ela fatalmente deixará de ser competitiva e perderá mercado e oportunidades. Como hoje Sustentabilidade é um novo valor, as marcas que não se adaptarem a estes valores serão eliminadas de concorrências, e acesso aos mercados.
 
King – Tem quem diga que é de pequeno que se aprende, então podemos começar pelas pequenas empresas. Existe um tamanho ideal de empresa para começar a ter e passar esta consciência social aos seus colaboradores? E quais seriam sua importância e vantagens?
 
Vivian – Não existe tamanho de empresa para incorporar práticas de sustentabilidade ou ESG, o que existe é como os empresários e gestores de processos poderão olhar seus negócios a partir de um conjunto de práticas e processos que incorporem a sustentabilidade como valor. Temos um conjunto de indicadores; por exemplo os que estão previstos no GRI – modelo de relatórios de sustentabilidade onde as empresas relatam suas práticas de sustentabilidade. O Centro Sebrae Sustentabilidade que é um dos clientes da Conversa Sustentável, que é a minha empresa que atua no nicho da sustentabilidade desde 2008 trabalha nessa perspectiva de levar através de conteúdos técnicos informações para pequenas e médias empresas e como elas podem incorporar essas práticas. No site, existem uma série de cartilhas, infográficos e estudos que desenvolvemos para o SEBRAE Sustentabilidade indicando como aplicar estes conceitos em pequenas e médias empresas no Brasil.
 
King – Existem programas que se diferem de acordo com o tamanho das empresas?
 
Vivian – Temos estudos que indicam as ações adequadas e aplicáveis, principalmente às pequenas.
 
King – Podemos acreditar que esta tendência de ESG pode começar nas pequenas e médias empresas e impactar já está impactado?
 
Vivian – No nosso e-book “GuiaPrático para Transição Ecológica” abordamos as tendências que estão mudando a mentalidade das empresas independente do seu porte. Clique aqui para baixar o e-book.
  • Apontam as tendências de mudanças de comportamento e mentalidade
  • Do inútil ao essencial
  • Da quantidade à qualidade
  • Do descartável ao durável
  • Do competitivo ao cooperativo
  • Do individualismo ao convivialismo
  • Do utilitarismo à fruição

Adicionado à isso, de acordo com a pesquisa publicada pela Edelman na 23ª edição do Edelman Trust Barometer,

“Empresas e ONGs são as únicas instituições vistas como competentes e éticas” o que adiciona a relevância de trabalhar com a Responsabilidade Social das marcas e transforma-las cada vez mais em marcas empáticas, afetivas e generosas. Por isso, no Cidades Afetivas que é a Causa da nossa Consultoria Conversa Sustentável, trabalhamos com 3 princípios que fundamentam nossa atividades:

Autoconhecimento e Autodesenvolvimento; Ativação da Comunidade e Fortalecimento da Coletividade; Cuidado e Regeneração Sistêmica do Contexto Socioecológico.

Por isso, se não atuarmos juntos com as empresas independente do seu tamanho não conseguiremos alcançar um ideário de sociedade ética, e justa que priorize as pessoas e as suas relações com o meio, e aí em uma perspectiva ampla, natureza, cultura em um ambiente construído e pensado nas relações que são tecidas nas cidades.

Vivian Blaso

Instagram: @vivanblaso

Linkedin: Vivian Blaso

Youtube: Cidades Afetivas

Site: Cidades Afetivas

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